- Você sabia que a Ordem dos Músicos do Brasil,
criada pela Lei nº 3.857, de 22 de dezembro de 1960, é o órgão que
legitima o exercício da profissão de músico em todo o território
nacional, sendo responsável pela seleção, disciplina, defesa da classe e fiscalização dessa atividade profissional?
- Você sabia que os músicos, de todos os gêneros e especialidades, incluídos os cantores, compositores, professores de música, regentes
de orquestras, corais e bandas, instrumentistas, arranjadores e demais
profissionais da música, só poderão exercer a sua profissão depois de
inscritos no Conselho Regional do estado em que atuam, sob pena de
incorrerem em grave infração e ficarem sujeitos às penalidades previstas
em Lei?
- Você sabia que mesmo o músico já sendo inscrito,
se não estiver em dia com o pagamento da anuidade vigente, está,
também, exercendo ilegalmente a profissão, ficando sujeito às
penalidades previstas em Lei?
- Você sabia que não deve tocar ao lado de músico não inscrito na OMB e, se o fizer, está incorrendo em infração?
- Você sabia que, ao se apresentar em um estabelecimento sem a devida
regularização junto à OMB, acarretará ao seu contratante penalidades que
podem variar de multas à suspensão das atividades, nos casos de
freqüentes reincidências?
- Você sabia que a carteira profissional de músico vale como documento de identidade e tem fé pública, por força de Lei Federal?
- Você sabia que, no caso de passar a exercer a profissão por mais de 90
dias de atividade em outro estado, o músico deverá requerer inscrição
no Conselho Regional daquela jurisdição?
- Você sabia que é obrigatório o contrato de trabalho para a locação de
serviço de músicos, através da NOTA CONTRATUAL, instituída pela Portaria
nº 3.347, de 30.09.86, do Ministério do Trabalho, para regulamentar as
relações entre músicos e seus contratantes?
- Você sabia que a NOTA CONTRATUAL é o instrumento hábil de liberação e
regularidade do show ou apresentação, devendo ser previamente expedida e
visada pela OMB, e que o não cumprimento dessa determinação legal
implica na aplicação das penalidades da Lei nº 3.857, de 22.12.1960,
tanto para os estabelecimentos contratantes, como para os músicos
contratados?
Escola Livre Art Musical
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Origem do nome das notas
Origem do nome das notas
O nome
das notas (dó, ré, mi, fá,
sol, lá,
si) tem a sua origem na música coral medieval. Foi Guido d'Arezzo, um monge
italiano, que criou este sistema de nomear
as notas musicais - o chamado sistema de solmização. Seis das sílabas foram tiradas das primeiras seis frases
do texto de um hino a São João Baptista, em que cada frase era
cantada um grau acima na escala. As frases iniciais do texto, escrito por Paolo
Diacono, eram:
Ut queant
laxis,
Resonare
fibris,
Mira gestorum,
Famuli tuorum,
Solve polluti,
Labii reatum.
Tradução:
"Para que os teus servos possam cantar as maravilhas dos teus atos
admiráveis, absolve as faltas dos seus lábios impuros".
Mais
tarde ut foi substituído por do, sugestão feita por Giovanni
Battista Doni, um músico italiano que
achava a sílaba incômoda para o solfejo, e foi
adicionada a sílaba si, como abreviação de "Sante Iohannes"
("São João"). A sílaba sol chegou a ser mais tarde encurtada
para so, para uniformizar todas as sílabas de modo a terminarem todas
por uma vogal, mas a mudança logo foi revertida.
As
sílabas ut, ré, mi, fá, sol e lá, chamadas vozes, não correspondiam a alturas
absolutas na escala, mas apenas a graus num hexacorde. A altura das notas era
designada por letras de A
a G.
A partir de um trecho escrito num modo eclesiástico qualquer, podia-se
transpô-lo de uma quarta,
quinta ou oitava, sem modificar nenhuma das vozes
sobre as quais o trecho seria cantado. Uma sequência ré-mi-fá transposta de uma
quarta continuava a ser considerada ré-mi-fa, na solmização, e não sol-lá-si
bemol como no sistema atual, embora fosse designada por G-A-B♭ em vez de D-E-F. Mais tarde, nos países latinos, adotou-se a designação
"dó ré mi fá sol lá si" para representar "C D E F G A B".
Nomenclatura das notas em línguas anglo-saxônicas
Os países
anglófonos
mantiveram a utilização de letras para a nomenclatura
das alturas
musicais. As letras A, B, C, D, E, F e G são utilizadas para as alturas
musicais lá, si, dó, ré, mi, fá e sol, respectivamente. Os países de língua
inglesa utilizam os sinais ♯ (em inglês: sharp, "sustenido") e
♭ (em inglês: flat, "bemol") para
representar as alterações cromáticas dessas notas.
Já, os
países de línguas germânicas
utilizam, além das sete letras universais, a letra H, exclusivamente para a
nota si natural, sendo a letra B utilizada para
representar o si bemol. Nessas línguas, as alterações
para as outras notas são feitas acrescentando-se a terminação is no
lugar de ♯ ("sustenido") e es para ♭ ("bemol"). Nas notas lá
e mi, representadas pelas letras A e E,
respectivamente (as únicas vogais do conjunto), na
terminação para representar bemol (por padrão es) há a contração
da vogal que representa a nota e a vogal e do sufixo (As para lá bemol e Es para mi bemol; no entanto, Ases e Eses
são lá dobrado bemol
e mi dobrado bemol,
respectivamente)
Portanto:
Ces (dó bemol), C (dó natural), Cis
(dó sustenido)
Des (ré bemol), D (ré
natural), Dis (ré sustenido)
Es (mi bemol), E (mi
natural), Eis (mi sustenido)
Fes (fá bemol), F (fá natural), Fis
(fá sustenido)
Ges (sol bemol), G (sol
natural), Gis (sol sustenido)
As (lá bemol), A (lá
natural), Ais (lá sustenido)
B (si bemol), H (si
natural), His (si sustenido)
Fonte: Wikipedia
sábado, 9 de novembro de 2013
Como são nossos salas de aulas
SALA DE PIANO DA PROF.ª ROSA,MUITO ESTUDO
SALA DE ESPERA AQUI A GALERA SE DIVERTE,
É O PONTO DE ENCONTRO ENTRE UMA AULA E OUTRA
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
curiosidades musicais
Não são apenas os animes, séries e filmes que possuem “curiosidades curiosas” que podem ser contadas. Um dos assuntos que praticamente agrada a todos também tem: a música.
Em seu mundo, já nos deparamos com diversos fatos que vão desde o surpreendente e impressionante até o bizarro e engraçado. E que tal conhecer, alguns desses fatos? E se já conhece, não custa nada relembra-los.
Música mais longa: As Slow As Possible (Tão Lento Quanto Possível)
Composta por John Cage, as três primeiras notas dessa música duraram 18 meses e atualmente ela ainda vem tocando. Em Halberstadt na Alemanha, inicialmente era para ser uma peça de piano que duraria cerca de 20 minutos.Tocada através de um órgão, vem sendo executada desde 05 de setembro de 2001, seus organizadores esperam que ela dure exatamente 639 anos. Lembrando que essa idéia não foi de John Cage já que falecera em 1992, mas sim de um grupo de filósofos e músicos que queriam levar o título da música a sério.
Álbum mais vendido: Thriller (Michael Jackson)
Com vendas entre 110 e 170 milhões de cópias (estimativa de diversas fontes), Michael lançou o álbum em 1983 e mesmo após a sua morte continua vendendo. Os álbuns “Their Greatest Hits 1971-1975” de 1976 da banda Eagles (42 milhões de cópias*) e “Led Zeppelin IV” de 1971, da banda Led Zeppelin (37 milhões de cópias*) ocupam a segunda e terceira colocação, respectivamente.*Estimativas
Música mais cantada: Happy birthday to you
Pode parecer brincadeira, mas não é. Originalmente americana e cantada em mais de 20 idiomas, foi criada em 1875 com nome “Good Morning To All”, mas em 1924 uma editora usou sua melodia e criou uma nova letra, que era muito fácil de decorar: quatro versos com apenas “Happy birthday to you”. Anos depois quando foi cantada em uma peça de teatro, a música se espalhou pelo mundo. Em 1942, o cantor Henrique Foréis Domingues promoveu um concurso para a versão brasileira dessa música. A vencedora? Bertha Celeste Homem de Mello, traduzindo a canção para “Parabéns a você”
Artistas mais premiados: Michael Jackson e Whitney Houston
O segundo lugar fica com a cantora da famosa canção “I Will Always Love You” que, segundo o Guinness World Records, conquistou dois prêmios Emmy, seis prêmios Grammy, 30 Billboard Music Awards, 22 American Music Awards, num um total de 415 prêmios conquistados em sua carreira até 2010. Quanto ao Rei do Pop, Michael recebeu centenas de prêmios, que fizeram dele o artista mais premiado da história da música popular com vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente.
Música mais depressiva: Everybody Hurts (REM)
No início desse ano, saiu uma pesquisa em que a música “Everybody Hurts” era a mais triste dos últimos tempos. Praticamente feita para quem se sente solitário, cansado, infeliz, abatido… Já não bastasse isso, tem um arranjo triste para “melhorar” a sensação.Um estudo mostra que músicas “tristes” fazem sete a cada dez homens chorarem e 91% das mulheres admitiram ter chorado ao ouvir uma música nesse estilo.
Pior composição: Life (Des’ree)
Em 2007 segundo a “6 Music” da BBC, Life, da cantora Desiree Weeks (Des’ree), foi escolhida a pior letra que uma canção poderia ter. Baseava-se numa votação em que os ouvintes opinavam sobre qual composição era a pior. Um trecho da música (traduzida):"Não quero ver um fantasma / É a visão de que eu mais tenho medo./ Eu preferia pegar um pedaço de torrada / Assistir as notícias da noite.”
Pior música: Friday (Rebecca Black)
Além dos “comuns ouvintes”, vários críticos declararam que essa era a pior música de todos os tempos. Mas antes dela surgir, a revista norte-americana Blender mostrou que a pior era “We Built This” (Starship). O vídeo de “Friday” já passava 38 milhões de visualizações no You Tube, mas a maioria dos comentários ridicularizava a canção. Infelizmente (ou felizmente) o primeiro vídeo, que no caso é o original, foi removido. Para Lady Gaga, Rebecca é “um gênio".
Melhor música: Like a Rolling Stone (Bob Dylan)
Em 2004, segundo a revista “Rolling Stone”, essa música foi eleita a melhor de todos os tempos. Composta pelo próprio cantor foi lançada no ano de 1965. De acordo com a revista “nenhuma outra canção pop confrontou e transformou tão completamente as regras comerciais e as convenções artísticas da sua época". Foi interpretada por outros artistas, como Jimi Hendrix, Bob Marley e The Rolling Stones…
Música mais regravada: “Ai se eu te pego” (Michel Teló) ?????
Antes de qualquer coisa, é brincadeira. Por inúmeras versões que existem dessa música, não é a mais regravadaBrincadeiras a parte, até hoje não existe um consenso sobre a situação. Oficialmente, “Yesterday” de Paul McCartney é considerada a mais regravada com 6 mil versões diferentes. Mas quem diga que seja “Imagine” de John Lennon ou ainda “Feelings” do brasileiro Morris Albert.
Depois de saber sobre isso, queremos suas opiniões sobre os tópicos deste post. Qual é a melhor música? Qual você mais cantou? E a pior letra?
terça-feira, 3 de setembro de 2013
10 CURIOSIDADES SOBRE O EFEITO DA MÚSICA NO SER HUMANO
A música é uma das expressões artísticas mais apaixonantes. Ela atua
diretamente no nosso estado de espírito, expressa a cultura, nos diverte, além
de permitir entender e expressar a realidade. Para comprovar isso, o site da
Universia Brasil divulgou pesquisas feitas no mundo com 10 curiosidades que
comprovam o poder da música sobre as pessoas.
1) Efeitos no desempenho: Ouvir música durante a leitura pode afetar a compreensão. Porém, na
prática de atividade física e reações emocionais traz impactos altamente
positivos.
(Fonte: pesquisadores da Universidade Chemnitz e da Universidade de
Efurt, ambas na Alemanha)
2) Música favorita: A escolha da nossa música preferida está relacionada com os eventos de
envolvimento emocional e as histórias vividas pelas pessoas. Escolhemos nossa
música favorita por conta de eventos de intenso envolvimento emocional.
(Fonte: Rebecca Webb e Alexandra Lamont, pesquisadoras da Universidade de Keele,
no Reino Unido)
3) Comportamento: Escutar músicas com letras socialmente positivas aumentam a vontade das
pessoas de serem mais solidárias
(Fonte: pesquisadores da
Universidade de Sussex no Reino Unido)
4) Aumenta a inteligência: Um estudo com 144 crianças comprovou um aumento de Q.I após os pequenos
participarem de grupos de aula de música. Além disso, deixam elas mais alertas,
dispostas e calmas
(Fonte: pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá)
5) Aumenta o gasto: Aumento de volume musical nos bares, eleva o consumo do álcool. Além
disso, músicas românticas também aumentam as vendas em lojas de flores
(Fonte: cientistas da Universidade de Bretagne-Sud na França)
6) Rockstars vivem menos: Músicos do rock e do pop que ficam famosos entre três e 25 anos de
carreira têm 1.7 vezes mais chances de morrer do que pessoas comuns da mesma
idade. Causas: álcool e drogas (31%), acidentes (14%), violência e suicídio
(9%), doenças cardiovasculares (14%) e câncer (20%).
(Fonte: Mark Bellis da Universidade de Jonh Moores, no Reino Unido)
7) Personalidade. Música prevê a personalidade dos ouvintes. Quem curte jazz, blues,
música clássica e folk é emocionalmente mais estável. Além disso, são pessoas
abertas para novas experiências, possuem boa capacidade de argumentação e
inteligência acima da média. (Fonte: Segundo as pesquisas de Peter
J. Rentfrow e Samuel D. Gosling)
8) Relaxar: Após eventos estressantes, ouvir pop e jazz tem o mesmo efeito
restaurativo que o silêncio. Porém música clássica acelera estes efeitos
deixando a pressão sanguínea normalizada bem mais rápido.
(Fonte: Sky Chafin da Universidade da California, EUA)
9) Dor: Escutar sua música preferida durante períodos de dor pode aumentar sua a
tolerância à ela, quando comparada a estímulos visuais ou silêncio.
(Fonte: Laura Mitchell, Raymond MacDonald e
Christina Knussen)
10) Romance: Em um evento, 52,3% das mulheres tendem a passar os telefone
quando estão escutando alguma música romântica. Quando a música tocada é
neutra, a porcentagem cai para 27,9%.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
A História das Teclas
Entre os mais antigos instrumentos de
teclas, os irmãos mais velhos dos Teclados Musicais, estão o órgão, o
clavicórdio e o cravo. Desses, o órgão é, sem dúvida o mais antigo,
aparecendo no século 3 A.C, chamado de hydraulis. Desde que foi
inventado até o século XIV, o órgão permaneceu como o único instrumento
de teclas. Porém, algumas vezes, o órgão não possuía teclas, mas botões e
alavancas que eram operados com a mão. Quase todo o teclado até o
século XV tinha sete notas naturais (sem sustenidos ou bemóis) em cada
oitava.
O clavicórdio e o cravo apareceram no
século XIV, sendo o clavicórdio provavelmente o mais antigo. Durante o
seu desenvolvimento, uma tecla Si bemol foi acrescentada para remediar o
trítono entre o fá e o si, e outros semitons foram acrescentados. O
clavicórdio e o cravo foram muito utilizados até que a adoção
generalizada do piano a partir do século XVIII, após o quê, sua
popularidade decresceu.
Enfim chegamos no irmão do meio, o Piano
revolucionou os instrumentos de teclas, porque o pianista poderia
variar o volume (ou dinâmica) variando o vigor com que cada tecla é
pressionada. O nome completo do piano é “gravicèmbalo con piano e forte”
significando “cravo com suave e forte” mas pode ser encurtado para
“piano-forte”, que significa suave-forte em italiano.
O Ondas Martenot
Os instrumentos de tecla sofreram
desenvolvimento no século XX. Mas foi no início deste século, mais
precisamente em 1928 que foi inventado talvez o primeiro Teclado Musical
Eletrônico, o Ondas Martenot (foto ao lado), ou ondium Martenot,
considerado como o primeiro Instrumento de teclas eletrônico que pôde
ser chamado de Teclado.
O Ondium Martenot, produzia um som
ondulante com válvulas termiônicas de frequência oscilatória. O Ondas
Martenot foi usado por vários compositores, em especial Olivier
Messiaen, que o usou para a sua obra “Fête des Belles Eaux”, escrita
para a Feira Mundial Internacional de 1937 em Paris.
Os Teclados Eletrônicos
Apesar disso, os Orgãos Eletrônicos
foran os primeiros instrumentos totalmente eletrônicos da história,
desenvolvidos no final do século XIX. Eles usavam um oscilador e
divisores de frequência junto com uma rede de filtros para produzir
formas de ondas.
Desde então, muito esforço foi sendo
despendido na busca de um instrumento que soasse como o piano mas sem o
seu peso e tamanho. O piano elétrico e o piano eletrônico foram os
esforços iniciais que não foram bem sucedidos na época.
Porém, nos anos 60 houve um
significativo desenvolvimento dos teclados sintetizadores, que aliás
continua até hoje, provavelmente os primeiros Teclados Musicais que
reproduziram satisfatoriamente o timbre de um Piano e sons de outros
instrumentos. Um dos primeiros sintetizadores mais notáveis foi o
gigante Moog (foto ao lado), que utilizava um circuito analógico. Com o
tempo, os sintetizadores digitais se tornaram comuns.
Teclados com gravador de fita foram
inventados nos anos 1940 e ganharam popularidade em fins dos anos 1960 e
nos anos 1970. O exemplo mais conhecido é do Mellotron. Estes
instrumentos se tornaram obsoletos com a invenção dos samplers capazes
de repetir samples em qualquer altura.
Hoje, os teclados musicais atuais têm
facilidades como telas de cristal líquido (LCD), vozes e estilos
altamente realísticos e gravações MIDI… entre muitos outros recursos.
A Origem do Violão

A História do violão
Na
verdade, quando se fala na Origem do Violão, surgem sempre duas
hipóteses prováveis. Uma delas é de que o violão tenha sido derivado do
Alaúde Caldeu-Assírio, que os Egípcios, os Persas e os Árabes levaram
junto para a Espanha. A outra hipótese é de que o violão sofreu diversas
transformações e adaptações a partir de um instrumento grego denominado
Kethara Grega ou Assíria (que foi precursora da Cítara ou Fidícula
romana), da Rotta ou Crotta medieval inglesa e, finalmente, da Vihuela
que surgiu na Espanha no Século XVI. Porém, a origem do Violão data de
muito antes, muito mesmo, cerca de 2000 anos Antes de Cristo.
A Origem do Violão
Na
antiga Babilônia arqueologistas encontraram placas de barro com figuras
seminuas tocando instrumentos musicais, muitos deles similares ao
violão atual (1900-1800 a.C). Um exame mais detalhado nos mostra que há
diferenças significativas no corpo e no braço.
O
fundo é chato, portanto sem relação com o alaúde, de fundo côncavo. As
cordas são pulsadas pela mão direita, mas o número de cordas não é
preciso mas em algumas placas pelo menos duas cordas são visíveis.
Indícios de instrumentos similares ao violão foram encontrados em
cidades como Assíria, Susa e Luristan.
EGITO:
O único instrumento de cordas pulsadas era a HARPA de formato côncavo
que depois foi acrescentada de um braço com trastes cuidadosamente
marcados e cordas feitas de tripa animal. Pouco tempo depois estas
características se combinariam e evoluíram para um instrumento ainda
mais próximo do violão.
ROMA:
Instrumento totalmente de madeira surge (30 a.C-400 d.C) . O tampo que
antes era de couro cru (semelhante ao banjo) agora é de madeira e possui
cinco buracos. É importante frisar que nas catacumbas egípcias foram
encontradas instrumentos com leves curvas características do violão.
O
primeiro instrumento de cordas europeu, de origem medieval data de 300
anos depois de Cristo, e possuía um corpo arredondado que se interligava
com um braço de comprimento considerável. Este tipo de instrumento foi
utilizado por muitos anos e foi o antepassado provavelmente da teorba.
Há
também a descrição de outro instrumento datado da Dinastia Carolingian
que pode ser de origem tanto alemã como francesa.Este instrumento
possuía formato retangular e seu corpo era equivalente ao seu braço.
Em
ilustrações pode se observar que na “mão ” do instrumento ( de formato
arredondado) se encontravam de quatro e as vezes cinco tarraxas de
afinação, com um número de cordas equivalente. Este instrumento manteve
seu formato e suas definições até o século quatorze.
Paralelamente
á este instrumento, outro começou a se desenvolver. Possuía leves
curvas nas laterais do corpo tornando-o mais anatômico e confortável.
Descrições deste instrumento foram encontradas em catedrais inglesas,
espanholas e francesas datadas do fim do século quatorze. Surgia então a
guitarra.
É
importante frisar que haviam distinções, como a guitarra Latina e a
guitarra Morisca. A guitarra Morisca , como o nome indica, tinha origem
Moura, devido a colonização da Espanha e da África do Norte.
Este
instrumento possuía um corpo oval e o tampo possuía vários furos
ornamentados chamados de Rosetas. Era totalmente remanescente do Alaúde,
e dentro deste conceito uma série de outros modelos, com diferentes
números de cordas também existiam .
Já
a guitarra Latina , tinha as curvas nas laterais do corpo que marcariam
o desenho já quase definitivo do instrumento. A guitarra latina ( assim
como a Morisca ) gozavam de grande popularidade e gosto na Europa
Medieval.
Essa
popularidade se devia principalmente a presença dos “Trovadores”,
músicos de natureza nômade que com suas performances e constantes
viagens enriqueceram a cultura européia e impulsionaram a popularidade e
reconhecimento do instrumento.
Até
a Idade Média as informações sobre a guitarra eram obtidas de maneira
indireta na sua maioria, através de afrescos, pinturas e pequenas
anotações da época. A partir do período Barroco, as informações sobre
instrumentos em geral e sobre música são muito mais claras e precisas.
Embora
não seja bem definida, pois existem segundo musicólogos várias teorias
para o sua criação, como dito no início do texto, hodiernamente
apresentam-se duas, citadas por Emílio Pujol na sua conferência de nome
“La guitarra y su História” que ocorreu em Paris no dia 9 de Novembro de
1928, onde resolveu que:
A
primeira hipótese é de que o Violão seria derivado da chamada “Khetara
grega”, que com o domínio do Império Romano, passou a se chamar “Cítara
Romana”, era também denominada de “Fidícula”.
Teria
chegado á península Ibérica por volta do século I d.C. com os romanos;
este instrumento se assemelhava á “Lira” e, posteriormente foram
acontecendo as seguintes transformações: os seus braços dispostos da
forma da lira foram se unindo, formando uma caixa de ressonância, a qual
foi acrescentado um braço de três cravelhas e três cordas, e a esse
braço foram feitas divisões transversais (trastes) para que se pudesse
obter de uma mesma corda a ser tocado na posição horizontal, com o que
ficam estabelecidas as principais características do Violão.
A
segunda hipótese é de que o Violão seria derivado do antigo “Alaúde
Árabe” que foi levado para a península Ibérica através das invasões
muçulmanas, sob o comando de Tariz.
Os
mouros islamizados do Maghreb penetraram na Espanha cerca de ( 711 ) e
conseguiram vencer o rei visigodo Rodrigo, na batalha de Guadalete. A
conquista da península ( 711-718 ), formou um emirado subordinado ao
califado de Bagdá.
O
Alaúde Árabe que penetrou na península na época das invasões, foi um
instrumento que se adaptou perfeitamente á s atividades culturais da
época e, em pouco tempo, fazia parte das atividades da côrte.
Acreditava-se que desde o século VIII tanto o instrumento de origem
grega como o Alaúde Árabe viveram mutuamente na Espanha.
Isso
pode-se comprovar pelas descrições feitas no século XIII, por Afonso, o
sábio, rei de Castela e Leão ( 1221-1284 ), que era um trovador e
escreveu célebres cantigas através das ilustrações descritas nas
cantigas de Santa Maria, que se pode pela primeira vez comprovar que no
século XIII existiram dois instrumentos distintos convivendo juntos.
O
primeiro era chamado de “Guitarra Moura” e era derivado do Alaúde
Árabe. Este instrumento possuía três pares de cordas e era tocado com um
plectro (espécie de palheta ); possuía um som ruidoso. O outro era
chamado de “Guitarra Latina”, derivado da Khetara Grega.
Ele
tinha o formato de oito com incrustações laterais, o fundo era plano e
possuía quatro pares de cordas. Era tocado com os dedos e seu som era
suave, sendo que o primeiro estava nas mãos de um instrumentista árabe e
o segundo, de um instrumentista romano.
Isso
mostra claramente as origens bem distintas dos instrumentos, uma árabe e
a outra grega; que coexistiram nessa época na Espanha. Observa-se,
portanto, como a origem e a evolução do Violão
estiveram intimamente ligadas á Espanha e a sua história.
estiveram intimamente ligadas á Espanha e a sua história.Como surgiu o nome “Violão”?
Em
outros países de língua não portuguesa o nome do Violão é guitarra,
como pode se ver em inglês (Guitar), francês (Guitare), alemão
(Gitarre), italiano (Chitarra), espanhol (Guitarra).
Aqui
no Brasil especificamente quando se fala em guitarra quer se denominar o
instrumento elétrico chamado Guitarra Elétrica. Isso ocorre porque os
portugueses possuem um instrumento que se assemelha muito ao Violão e
que seria atualmente equivalente á nossa “Viola Caipira”.
A
Viola portuguesa possui as mesmas formas e características do Violão,
sendo apenas pouco menor, portanto, quando os portugueses se depararam
com a guitarra (Espanhol), que era igual a sua viola sendo apenas maior,
colocaram o nome do instrumento no aumentativo, ou seja, Viola para
Violão.
Referências
Bibliográficas: A Evolução do Violão na História da Múscica / autor :
Eduardo Fleury Nogueira / 1991 / São Paulo. História do Violão / autor:
Norton Dudeque / 1958 / Curitiba. http://www.violaobrasil.com.br/historia-do-violao
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