A História das Teclas
Entre os mais antigos instrumentos de
teclas, os irmãos mais velhos dos Teclados Musicais, estão o órgão, o
clavicórdio e o cravo. Desses, o órgão é, sem dúvida o mais antigo,
aparecendo no século 3 A.C, chamado de hydraulis. Desde que foi
inventado até o século XIV, o órgão permaneceu como o único instrumento
de teclas. Porém, algumas vezes, o órgão não possuía teclas, mas botões e
alavancas que eram operados com a mão. Quase todo o teclado até o
século XV tinha sete notas naturais (sem sustenidos ou bemóis) em cada
oitava.
O clavicórdio e o cravo apareceram no
século XIV, sendo o clavicórdio provavelmente o mais antigo. Durante o
seu desenvolvimento, uma tecla Si bemol foi acrescentada para remediar o
trítono entre o fá e o si, e outros semitons foram acrescentados. O
clavicórdio e o cravo foram muito utilizados até que a adoção
generalizada do piano a partir do século XVIII, após o quê, sua
popularidade decresceu.
Enfim chegamos no irmão do meio, o Piano
revolucionou os instrumentos de teclas, porque o pianista poderia
variar o volume (ou dinâmica) variando o vigor com que cada tecla é
pressionada. O nome completo do piano é “gravicèmbalo con piano e forte”
significando “cravo com suave e forte” mas pode ser encurtado para
“piano-forte”, que significa suave-forte em italiano.
O Ondas Martenot
Os instrumentos de tecla sofreram
desenvolvimento no século XX. Mas foi no início deste século, mais
precisamente em 1928 que foi inventado talvez o primeiro Teclado Musical
Eletrônico, o Ondas Martenot (foto ao lado), ou ondium Martenot,
considerado como o primeiro Instrumento de teclas eletrônico que pôde
ser chamado de Teclado.
O Ondium Martenot, produzia um som
ondulante com válvulas termiônicas de frequência oscilatória. O Ondas
Martenot foi usado por vários compositores, em especial Olivier
Messiaen, que o usou para a sua obra “Fête des Belles Eaux”, escrita
para a Feira Mundial Internacional de 1937 em Paris.
Os Teclados Eletrônicos
Apesar disso, os Orgãos Eletrônicos
foran os primeiros instrumentos totalmente eletrônicos da história,
desenvolvidos no final do século XIX. Eles usavam um oscilador e
divisores de frequência junto com uma rede de filtros para produzir
formas de ondas.
Desde então, muito esforço foi sendo
despendido na busca de um instrumento que soasse como o piano mas sem o
seu peso e tamanho. O piano elétrico e o piano eletrônico foram os
esforços iniciais que não foram bem sucedidos na época.
Porém, nos anos 60 houve um
significativo desenvolvimento dos teclados sintetizadores, que aliás
continua até hoje, provavelmente os primeiros Teclados Musicais que
reproduziram satisfatoriamente o timbre de um Piano e sons de outros
instrumentos. Um dos primeiros sintetizadores mais notáveis foi o
gigante Moog (foto ao lado), que utilizava um circuito analógico. Com o
tempo, os sintetizadores digitais se tornaram comuns.
Teclados com gravador de fita foram
inventados nos anos 1940 e ganharam popularidade em fins dos anos 1960 e
nos anos 1970. O exemplo mais conhecido é do Mellotron. Estes
instrumentos se tornaram obsoletos com a invenção dos samplers capazes
de repetir samples em qualquer altura.
Hoje, os teclados musicais atuais têm
facilidades como telas de cristal líquido (LCD), vozes e estilos
altamente realísticos e gravações MIDI… entre muitos outros recursos.

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